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O Haiti é aqui... na sala número cinco

“Eles têm uma fala diferente” – comentam os acolhidos da casa – e todo dia, por volta de 19h, se encontram com a Sônia e o Alexandre. Também hoje a sala número 5 da Alfabetização está lotada: “Todo dia é assim, eles vêm para aprender nosso idioma... São haitianos, africanos, alguns asiáticos. Muitos chegam aqui falando apenas o crioulo francês, mas são alunos muito esforçados... um deles já escreveu um poema em português! – diz a Sônia, entusiasta.
Hoje foi um dia especial: a “aula” foi um momento de encontro e de partilha com Antenor Rovida, que acabou de voltar do país caribenho onde acompanhou um projeto de ajuda humanitária no departamento de Nippes (sul do Pais).

A sala número cinco tornou-se uma “pequena Haiti”, uma “casa-ponte” entre a memória (muitas vezes dolorosa) da terra de origem e “sonho brasileiro”!